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Vereador Zilmar diz que áudio não foi vazado e queria mesmo que ex-prefeito ficasse inelegível

Vereador Zilmar diz que áudio não foi vazado e queria mesmo que ex-prefeito ficasse inelegível
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O vereador Zilmar Assis de Lima (União) de Guarantã do Norte/MT, disse ser mesmo seu o áudio que vazou nas redes sociais, nesta semana, em que ele dizia que as contas do ex-prefeito Érico Stevan teriam que ser reprovadas pela Câmara Municipal.

Na conversa, ele diz a um interlocutor, que estava “levantando uma situação”. E, com isto, os vereadores tinham que ‘ver para reprovar as contas do ex-prefeito’. As contas foram votadas na segunda-feira, 19, pela Câmara Municipal.

Entretanto, foram aprovadas com votos contra do próprio Zilmar e da vereadora Veroni Pansera. O vereador Sílvio Dutra e a vereadora Socorro Dantas estavam ausentes da sessão.

Zilmar afirma que o áudio foi uma conversa com o vereador Irmão Alexandre (União). “Não foi vazado por que não era sigilo. Foi uma conversa que tive com o vereador. E meu sentimento era justamente de reprovar as contas para deixar o ex-prefeito inelegível. Votei de acordo com minha consciência”, disse.

Segundo Zilmar, o motivo pelo qual queria ter deixado Érico inelegível, seria por que, conforme ele, o ex -gestor teria cometido irregularidades na execução de obras.

Ele citou obras de asfalto. Disse que as ruas que foram asfaltadas teriam apresentado problemas. Além das escolas Guarantã e Albert Einstein, que teriam sido alvos do Ministério Público. “Para mim, diante das irregularidades, as contas teriam que ser reprovadas”, disse.

De acordo com ele, se a Câmara tivesse rejeitado as contas, o ex-prefeito ficaria inelegível e não poderia ser “candidato lá na frente”, disse.

O outro lado

O ex-prefeito Érico Stevan afirmou que, não descarta processar o vereador e irá entrar com o pedido na Câmara para ele provar o que anda falando a seu respeito. “Ele é um parlamentar e não pode falar inverdades. Vou acioná-lo por quebra de decoro”, diz Érico.

O ex-prefeito aponta que todas as suas contas foram aprovadas. “Em 8 anos foram 8 contas aprovadas e nem um processo judicial. O que houve foi somente um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) em obra de uma escola, com a empresa. Eu não assinei TAC nenhum”, enfatiza.

Por José Vieira/Mato Grosso do Norte

Célio

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