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Biofilia: tendência aproxima pessoas da natureza nos ambientes de trabalho; entenda

Biofilia: tendência aproxima pessoas da natureza nos ambientes de trabalho; entenda
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Considerada estratégia de saúde e produtividade, conceito visa incorporar elementos naturais aos móveis e até auxiliar na redução do estresse

A busca por ambientes mais acolhedores dentro das cidades tem impulsionado um conceito que ganha cada vez mais espaço entre arquitetos, designers e empresas: a biofilia. A proposta é simples, mas poderosa: incorporar elementos da natureza nos espaços construídos, promovendo bem-estar físico, emocional e mental.

A palavra vem do grego e significa “amor às coisas vivas”. Embora o termo tenha ganhado força recente no universo da arquitetura, foi usado pela primeira vez em 1964, pelo psicólogo Erich Fromm, e ganhou notoriedade nos anos 1980 com o biólogo Edward O. Wilson, que observou como a urbanização crescente provocava uma ruptura entre os seres humanos e a natureza.

Hoje, essa reconexão vem sendo priorizada em projetos de escritórios, hospitais, escolas e residências. Elementos como vegetação, luz natural, água, madeira e formas orgânicas ajudam a transformar o ambiente e impactam diretamente no bem-estar de quem o ocupa.

Em Mato Grosso, a empresária Márcia Oliveira, da Neomóbile, é um exemplo no que diz respeito a trazer o conceito de biofilia para o mercado local. Especializada em mobiliário corporativo, ela observa uma mudança no comportamento das empresas ao repensar o ambiente de trabalho.

“A biofilia não é uma tendência estética. É uma estratégia de saúde e produtividade. Incorporar elementos naturais aos móveis e ao espaço ajuda a reduzir o estresse, aumentar o foco e humanizar o ambiente corporativo”, afirma Márcia.

Segundo ela, a escolha por materiais como madeira natural, tecidos orgânicos, acabamentos com texturas naturais e cores que remetem à terra ou ao verde são algumas formas de aplicar o conceito. “Também trabalhamos com soluções que integram plantas aos móveis e estimulam a entrada de luz natural nos ambientes. Cada detalhe contribui para esse equilíbrio”, completa.

Benefícios comprovados – Estudos vêm reforçando os efeitos positivos da presença da natureza no cotidiano. Um relatório da Human Spaces, que analisou o impacto do design biofílico no ambiente de trabalho, mostrou que 15% dos trabalhadores que atuam em espaços com elementos naturais relatam maior sensação de bem-estar em comparação aos que estão em ambientes sem qualquer conexão com a natureza.

Além de reduzir o estresse, a biofilia estimula a criatividade, melhora o humor, fortalece a capacidade de concentração e pode até influenciar no desempenho acadêmico e no desenvolvimento infantil.

Como aplicar – A chamada “arquitetura biofílica” pode ser incorporada de diferentes formas, variando de grandes intervenções a soluções simples. Algumas estratégias incluem telhados verdes, jardins verticais, uso de materiais naturais como a madeira, pedra ou bambu, e, por fim, as formas orgânicas, que substituem linhas rígidas por curvas e silhuetas botânicas aproxima os sentidos da natureza.

A tendência é que o design biofílico se torne uma prioridade em novos projetos e reformas, especialmente nos ambientes de trabalho, que historicamente foram planejados com foco apenas na funcionalidade.

“Ao aplicar a biofilia nos escritórios, estamos cuidando da saúde das pessoas. Isso impacta diretamente na produtividade, na criatividade e até na retenção de talentos”, pontua Márcia Oliveira.

Célio

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