A desigualdade na recuperação do emprego
O retorno às atividades depois da fase mais difícil da pandemia conseguiu diminuir o desemprego,mesmo com o recorde na informalidade e com a renda média em patamar baixo. Um fator que pressiona os 10% mais pobres.
O retorno às atividades depois da fase da pandemia conseguiu ter uma boa redução do desemprego, embora sabemos que os recordes na informalidade e renda média estão em patamar muito baixo. Busquem sempre dicas para entrevista de emprego.
Há um quadro que oprime sobretudo os 10% mais pobres: “eles não estão conseguindo mais estabelecer uma estratégia de sobrevivência”, afirma Ricardo Paes de Barros, que trabalhou aproximadamente 30 anos no Ipea pesquisando pobreza, mercado de trabalho e educação.
Nesse episódio, que o país sofreu que marcou os 3 anos, o economista é o convidado de Renata Lo Prete. O professor do Insper, descreveu a economia do país como “uma locomotiva que vai partir”, mas na qual o “vagão dos pobres não está conectado e vai ficar para trás”.
É por isso, tem argumentado, que o Estado precisa focar suas políticas públicas no conjunto de 20 milhões da população com menor renda. Será necessário desfazer o “tremendo desserviço” patrocinado pelo governo federal, mantendo os dados do CadÚnico desatualizados.
Conforme essas informações, mais de 9 mil assistentes sociais podem chegar àqueles que mais precisam e, em conjunto, definir estratégias para seu futuro. “É obrigação da sociedade dar oportunidade e condição”, afirma, para que essas famílias possam “protagonizar a superação da pobreza”.
Por Carla Souza/Assessoria



