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Infectologista esclarece sobre a importância da vacinação em crianças

Infectologista esclarece sobre a importância da vacinação em crianças
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Especialista da Unic fala sobre cuidados que previnem internações pediátricas

Após quase dois anos convivendo com o coronavírus, determinados cuidados se fazem necessários, já que ainda há pesquisas e muitas descobertas em andamento sobre a doença. Desde sequelas, novos sintomas, taxa de transmissibilidade e mutações, a pandemia gerou um cenário de incertezas em todo o mundo. Abril é o mês voltado à especialidade médica que ganhou notoriedade popular no início da pandemia: a infectologia, área que também se dedica à saúde dos pequenos e importância de se vacinarem.

Os dados da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá apontam que a procura pela vacina contra a Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos é baixa. Com aproximadamente 60.659 habitantes nesta faixa etária, há o registro de 19.514 aplicações da primeira dose do imunizante e 5.908 da segunda, para este público.

Diferente do início da pandemia, em que idosos foram as maiores vítimas da covid-19, atualmente as crianças são responsáveis por um número expressivo de internações hospitalares nas unidades de terapia intensiva (UTI’s), em decorrência da variante Ômicron. Esses dados são resultantes da flexibilização das medidas de isolamento, reabertura de ambientes coletivos e a vacinação que ainda segue em fase inicial deste público.

Para o professor do curso de Medicina da Universidade de Cuiabá (Unic) e infectologista, Dr. Tiago Rodrigues, os adultos são responsáveis por proteger essa população num momento delicado, evitando uma disseminação de casos da doença entre as crianças.

“Os pais são os responsáveis por garantir que os pequenos respeitem as normas de segurança em ambientes públicos e devem evitar aglomerações sempre que possível. A situação ainda é de atenção e o diálogo deve existir com as crianças, para que eles entendam o que acontece”, alerta.

Um levantamento do Ministério da Saúde aponta que, entre janeiro e julho de 2021, 15.483 crianças de 0 a 9 anos foram internadas por Covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS), em todo o Brasil. Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, no mês de janeiro de 2022, as hospitalizações saltaram de 697 para 2.122, na faixa entre zero e 19 anos.

O docente fala sobre a transmissão da Ômicron. “As pesquisas mostram que essa variante tem uma taxa de contaminação maior do que a cepa original. Os vacinados estão se infectando de forma menos grave, mas é um sinal de alerta para as crianças”, diz o infectologista.

Por fim, o médico orienta: “Os cuidados são os mesmos de sempre, é preciso ter isso em mente mesmo depois que as doses forem aplicadas. Precisamos continuar mantendo distanciamento entre as pessoas etc. É importante que os pais não entrem no imaginário de que crianças não se contaminam e forneçam orientação e proteção”, conclui o especialista.

Da Assessoria

Célio

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