Geely com metanol reforça proposta de etanol como alternativa

A eletrificação está sendo encarada como solução definitiva para o futuro pela maioria dos fabricantes, porém, alguns acreditam que combustíveis alternativos podem mover os carros adiante.
No Brasil, se fala muito no etanol como combustível para um futuro alternativo para os carros, portadores de células de combustível para obtenção de hidrogênio no processo químico que garante a energia para as baterias.
Para uma época mais próxima, a hibridização queimando o combustível vegetal é tida como solução para o Brasil, pelo menos. Na China, onde a eletrificação está mais lenta que na Europa, o metanol surge como opção.

Se aqui usamos a cana-de-açúcar para obter o etanol, na China a saída é usar o carvão para obter metanol. A Geely, um dos maiores fabricantes do país e maior grupo automotivo internacional com base local, está apostando nisso.
Em Zhejiang, sede da empresa, a Geely apresentou uma frota de táxis movidos a metanol, mas já utiliza caminhões e comerciais leves abastecidos com esse combustível.
Li Shufu, presidente da Geely, citou que a montadora já produziu 10.000 veículos abastecidos por metanol, tendo esta rodado 1 bilhão de quilômetros, sendo 300.000 km só na Islândia.
O interessante aí é que se trata de um país frio e sabemos que tanto etanol quanto metanol não se dão bem nessas condições. Mas, o interesse de Li Shufu no país não é esse, mas na empresa Carbon Recycling International.
Ela desenvolveu uma tecnologia que permite produzir metanol usando dióxido de carbono, o que reforça a busca pelo carbono neutro.

Li Shufu disse: “Continuaremos explorando tecnologias de metanol para veículos. Claro que pode falhar no final, mas atualmente ainda estamos trabalhando nisso”. Karma e Gumpert têm projetos de metanol em células de combustíveis (fotos acima).
O interesse no metanol vem da necessidade chinesa de importação de petróleo, sendo que o país possui enormes reservas de carvão. Assim como o etanol, o metanol reduziria o impacto da emissão de CO2 pela frota circulante no país.
Além disso, a abundância de dióxido de carbono permitiria produzir muito metanol para mover os carros chineses, usando uma técnica nos motores que o Brasil emprega desde o final dos anos 70.
Por lá, a ideia é queimar o metanol, mas chegará um momento em que terá de usá-lo em células de combustível. Nesse caso, o Brasil – assim como a Índia – seriam players importantes nessa alternativa energética.
Proibido como combustível no Brasil, o metanol já foi usado por aqui nos anos 90, mas como se trata de um produto tóxico, com danos permanentes à saúde humana, deixou de ser usado.
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