iLab-Segurança 2026 reposiciona debate sobre crime organizado ao focar impacto econômico e integridade dos mercados
Conferência em Brasília estrutura agenda sobre regulação, inteligência financeira e governança para conter infiltração criminosa em setores produtivos
O iLab-Segurança 2026, conferência organizada pelo Instituto de Laboratório de Segurança e Inovação (iLab), oficializou os eixos temáticos de sua próxima edição ao adotar como foco central o combate ao crime organizado nos setores produtivos, com ênfase na asfixia econômica das organizações criminosas, na integridade dos mercados e na construção de novos marcos regulatórios.
O evento será realizado de 3 a 6 de março de 2026, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília, com programação ampliada para quatro dias. A iniciativa reúne gestores públicos, reguladores, especialistas, setor produtivo e empresas de tecnologia para discutir como a atuação do crime organizado tem distorcido cadeias produtivas, capturado mercados formais e impactado arrecadação, concorrência e empregos.
“O crime organizado deixou de ser apenas um problema de segurança pública e passou a representar um risco estrutural à economia formal. Ele se infiltra em cadeias produtivas, distorce preços, reduz arrecadação e mina a concorrência leal”, afirma Thiago Costa, secretário-executivo do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (CONSESP).
O iLab-Segurança 2026 parte de um diagnóstico objetivo: organizações criminosas atuam hoje em setores como combustíveis, tabaco, logística, agronegócio e serviços financeiros, utilizando empresas de fachada, esquemas de lavagem de dinheiro e fraudes regulatórias para financiar suas operações e ampliar presença no mercado formal.
A programação do evento avança do diagnóstico para a formulação de soluções, ao discutir instrumentos de regulação econômica, inteligência financeira, governança interinstitucional e cooperação federativa capazes de reduzir a capacidade financeira e operacional desses grupos.
“O foco é atacar o modelo de negócios do crime organizado, estrangulando seus fluxos financeiros e reduzindo sua capacidade de operar, crescer e se legitimar no mercado formal”, diz Costa.
A edição de 2026 será estruturada em salas temáticas e painéis especializados, refletindo a complexidade multidimensional do fenômeno. Entre os temas previstos estão:
- Crimes financeiros e lavagem de dinheiro
- Fraudes bancárias e digitais
- Infiltração criminosa em cadeias produtivas
- Uso de empresas de fachada
- Impactos econômicos da ilegalidade
- Regulação, fiscalização e integridade de mercados
A arquitetura do evento permite debates aprofundados por setor, sem perder a visão integrada sobre os efeitos econômicos e institucionais do crime organizado.
Os Conselhos de Segurança Pública, com protagonismo do CONSESP, terão papel central na construção da agenda. A conferência contará com encontros nacionais de:
- Secretários de Segurança Pública
- Delegados-Gerais das Polícias Civis
- Comandantes-Gerais das Polícias Militares
- Dirigentes das Polícias Científicas
- Representantes dos sistemas prisional e socioeducativo
- Comandantes-Gerais dos Corpos de Bombeiros Militares
A edição também terá participação institucional do Ministério da Justiça e Segurança Pública, reforçando o diálogo federativo e a coordenação entre União, estados e Distrito Federal.
Além dos debates, o iLab-Segurança 2026 reunirá empresas e soluções tecnológicas aplicadas à prevenção, detecção e desarticulação econômica do crime organizado, com foco em:
- Inteligência artificial e análise avançada de dados
- Interoperabilidade de sistemas
- Inteligência financeira e rastreamento de fluxos ilícitos
- Eficiência operacional e segurança jurídica
“A inovação será tratada como instrumento de política pública e de regulação econômica, e não como um fim em si mesma”, afirma Costa.
Ao reposicionar o debate sobre segurança pública sob a ótica da integridade dos mercados, o iLab-Segurança 2026 aproxima a agenda de segurança dos interesses do setor produtivo, de investidores e de formuladores de políticas públicas, ao tratar o crime organizado como fator de risco econômico, concorrencial e institucional.
“A mensagem é que segurança pública, regulação econômica e competitividade são agendas indissociáveis”, resume o secretário-executivo do CONSESP.
Serviço
iLab-Segurança 2026 — Conferência de Segurança Pública e Inovação
Data: 3 a 6 de março de 2026
Local: Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB) — Brasília
Realização: Instituto de Laboratório de Segurança e Inovação (iLab)
Site: www.ilabseguranca.com.br
Redes sociais: @ilabseguranca
Contato: contato@ilabseguranca.com.br
Da Assessoria



