Sindicalista anuncia regularização fundiária em Guarantã do Norte de 300 propriedades em 2026
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Guarantã do Norte/MT, Valter Neves Moura, em entrevista ao jornal Mato Grosso do Norte, ressalta que o município ainda tem muito que avançar na regularização fundiária, pois ainda há um passivo grande a ser regularizado.
O presidente do STR de Guarantã, Valter Neves, destaca trabalhos do sindicato e diz que município ainda tem passivo grande de lotes para ser regularizado
Valter, ex-vereador por dois mandatos e ex-presidente da Câmara Municipal, destaca que o Sindicato vem realizando um trabalho ampliado no atendimento ao pequeno e médio produtor. No setor de aposentadoria, a entidade atende moradores não somente da zona rural, mas também da cidade, no encaminhamento dos processos previdenciários.
Já no tocante a regularização fundiária, o atendimento é voltado para o campo, mas o Sindicato também orienta e ajuda as pessoas no setor urbano a se regularizarem.
Valter anuncia que em breve, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Guarantã do Norte, está concluindo a formalização de uma parceria com om Incra – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – para ampliar ainda mais o atendimento aos associados e a população que necessitar de diversos serviços inerente a regularização fundiária.
“Iremos fazer homologação, baixa resolutiva e solicitação de titulação, todos estes serviços estarão disponíveis aqui no Sindicato. Estamos concluindo um curso de qualificação para fazer a parceria com o Incra”, informa o sindicalista.
Ele explica que a homologação é um processo que deve ser feito quando o proprietário não é regularizado no Incra, para ele entrar na lista de beneficiário e poder solicitar o título da propriedade.
Valter assegura que ainda há em Guarantã do Norte um número muito grande de agricultores que precisam de regularização fundiária. Segundo ele, há muitos lotes que mudaram várias vezes de dono, mas que agora serão regularizados e que trarão grandes benefícios para o município.
No decorrer deste ano, afirma que a previsão é que cerca de 300 propriedades serão regularizadas.
Dentre as áreas que ainda tem pendência de regularização, ele cita os assentamentos Braço Sul, São Cristóvão, Cachoeira da União, São José e Iririzinho. “O Braço Sul fizemos todo o processo de transferência para regularização fundiária. Quem tem até 360 hectares dentro do assentamento pode fazer o agrupamento e será titulado. A regularização traz um benefício muito grande para o município e representa um ganho para o agricultor”, aponta Valter.
O sindicalista orienta o agricultor, sobretudo o Familiar e médio, a se sindicalizarem. “Tem muitos do Agronegócio ligados aos sindicatos patronais, sistema Fiemt e nas demais organizações de patrões, que não deixam de estarem organizados nos seus sindicatos, mas ficam falando mal da gente. Com isto, perdemos muitos filiados e o pequeno não vêm se fortalecer no seu sindicato. Mas não deixamos de atender e de trabalhar pelo coletivo”, assevera Valter.
Ele observa que através de uma emenda do deputado Valdir Barranco, o Sindicato dos Trabalhadores rurais de Guarantã, recebeu um veículo. Com isto, melhorou suas condições de trabalho e está visitando mais as comunidades e assentamentos, ampliando o seu atendimento aos agricultores.
Por José Vieira/Mato Grosso do Norte



