Feminicídio Não é Destino: É Crime e Precisa Ser Combatido
O feminicídio é a forma mais extrema da violência de gênero, resultando na morte de mulheres pelo simples fato de serem mulheres. No Brasil, o problema é alarmante: uma mulher é assassinada a cada duas horas, e a grande maioria dos casos ocorre dentro do ambiente doméstico, perpetrada por parceiros ou ex-parceiros. Embora os números sejam chocantes, é fundamental entender que o feminicídio não é uma fatalidade ou destino; é um crime, que pode e deve ser combatido por meio da conscientização, prevenção e ação efetiva da sociedade e das autoridades.
Compreendendo o fenômeno
O feminicídio não surge de forma repentina. Ele geralmente é precedido por anos de abuso físico, psicológico, sexual ou financeiro. O agressor utiliza o vínculo afetivo como instrumento de controle, impondo ciúmes extremos, restrição da liberdade, humilhações e ameaças constantes. Muitos desses sinais são ignorados ou minimizados pela sociedade, familiares e até pela própria vítima, permitindo que o ciclo de violência se intensifique até atingir o estágio mais grave: o assassinato.
Os principais sinais de risco incluem:
- Violência doméstica recorrente, com agressões físicas e psicológicas.
- Controle e possessividade, incluindo monitoramento de atividades e isolamento social.
- Ameaças explícitas de morte, indicando intenção de causar dano extremo.
- Desvalorização constante, com humilhações e manipulação emocional.
A tragédia da impunidade
A impunidade é um fator crítico que alimenta o feminicídio. Falhas no sistema de justiça, lentidão nas investigações e medidas protetivas ineficazes permitem que agressores continuem ameaçando e violentando. Essa realidade reforça a sensação de vulnerabilidade das mulheres e normaliza a violência, perpetuando o ciclo de abuso e morte.
Como combater o feminicídio
O combate ao feminicídio exige ação coordenada e preventiva:
- Educação e conscientização: promover igualdade de gênero, respeito e desconstrução de estereótipos desde a infância.
- Fortalecimento da rede de proteção: delegacias especializadas, centros de acolhimento e medidas protetivas eficazes.
- Apoio psicológico e social às vítimas, garantindo orientação, suporte emocional e segurança.
- Denúncia ativa e participação da sociedade: familiares, amigos, vizinhos e colegas devem estar atentos aos sinais de risco e agir prontamente.
- Políticas públicas rigorosas, com agilidade na investigação e punição de agressores, garantindo que o crime não fique impune.
Conclusão
Feminicídio não é destino, e nenhuma mulher deve acreditar que a violência é inevitável. É um crime que pode ser prevenido e combatido com educação, conscientização, políticas públicas eficazes e ação coletiva. Cada denúncia, cada medida protetiva e cada campanha de sensibilização contribuem para salvar vidas. Proteger mulheres é responsabilidade de todos, e a luta contra o feminicídio é um compromisso urgente da sociedade. Romper o ciclo de violência no casamento é possível, e cada ação conta para que a vida feminina seja respeitada e valorizada.
Por Izabelly Mendes



