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A partir de 2023, Mato Grosso não precisará vacinar o rebanho contra a febre aftosa

A partir de 2023, Mato Grosso não precisará vacinar o rebanho contra a febre aftosa
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Mato Grosso, Distrito Federal (DF) e outros cinco estados do bloco IV do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PE-PNEFA), Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Tocantins não precisarão mais vacinar o rebanho contra a febre aftosa a partir de 2023. A decisão foi anunciada pelo ministro Marcos Montes e pelo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Guilherme Leal, durante a abertura da 87ª edição da ExpoZebu, em Uberaba (MG), no sábado (30).

O presidente do bloco IV do PNEFA, Francisco Olavo Pugliesi de Castro, que é vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), parabenizou os estados que cumpriram as metas e alcançaram os pontos necessários. “Parabéns aos sete estados que alcançaram os percentuais exigidos pelo Plano Nacional, entre eles o Mato Grosso. É importante dizer que vamos continuar atentos aos demais estados do bloco para que todos alcancem o mesmo objetivo. Estamos à disposição para ajudá-los no que for necessário”, disse Francisco, mais conhecido como Chico da Pauliceia.

A suspensão faz parte do projeto de ampliação de zonas livres de febre aftosa sem vacinação no país, previstas no PE-PNEFA. Para realizar a transição de status sanitário, os estados e o Distrito Federal atenderam aos critérios definidos no Plano Estratégico, que está alinhado com as diretrizes do Código Terrestre da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE).

Atualmente, no Brasil, somente os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso têm a certificação internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação.

Bloco IV – O bloco é composto por 10 estados e o Distrito Federal (BA, SE, RJ, SP, MG, GO, MT, TO, MS, ES e DF). A princípio, todo este bloco vacinaria o rebanho de bovinos e bubalinos somente até 2022, mas alguns estados não atingiram a pontuação necessária no cumprimento das ações atribuídas pelo PNEFA. Já os estados mais adiantados se submeteram à avaliação do Mapa e tiveram seus pleitos aprovados.

Para o presidente do Fundo de Emergência de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (Fesa) e representante do setor produtivo, Antônio Carlos Souza de Carvalho, a decisão é coesa, uma vez que quem está apto a retirar a vacina não fique prejudicado pelos que ainda não se sentem preparados. “Embora sejamos um bloco, um conjunto, alguns estados avançaram e outros não, mas isso não implica risco já que os cuidados vão continuar e as divisas estarão seguras, com todas as ações de defesa sanitária em dia”, apontou Antônio Carlos.

Vacinação 2022 – Neste ano a primeira etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa de maio, que começou dia 1º e segue até o dia 31, será destinada aos bovinos e bubalinos com até 24 meses. A segunda fase, de 1º a 30 de novembro, será para os animais de todas as idades.

“É importante ressaltar que o produtor rural continue fazendo o dever de casa, cumprindo todas as etapas da vacinação em 2022, conforme determinou o Mapa. Desta forma finalizamos o ciclo vacinal com segurança e mantemos o status de livres da doença com vacinação, para que logo possamos alcançar o de estado livre sem vacinação”, alertou o analista de pecuária da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Marcos de Carvalho.

Ascom Famato

 

Célio

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