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Região Sul de Mato Grosso passa a ser atendida pela Patrulha Rural Georreferenciada

Região Sul de Mato Grosso passa a ser atendida pela Patrulha Rural Georreferenciada
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Região Sul de Mato Grosso passa a ser atendida pela Patrulha Rural Georreferenciada

Governador Mauro Mendes oficializou o funcionamento da patrulha que atende 15 municípios da Região Sul do Estado


Júlia Oviedo

| Secom – MT

– Foto por: Mayke Toscano

O governador Mauro Mendes lançou oficialmente nesta segunda-feira (04.10) a Patrulha Rural Georreferenciada, que atuará em Rondonópolis e outros 14 municípios da Região Integrada de Segurança Pública (Risp). A cerimônia ocorreu durante agenda do chefe do Executivo na cidade.

“O ano passado quando lançamos o programa Mais MT já tinha um destaque orçamentário de R$ 35 milhões para que este batalhão fosse montado. Na Segurança Pública nos precisávamos cada vez mais dotar a polícia de mais infraestrutura e, por isso, também contratamos o rádio digital para 100% de Mato Grosso. Só no rádio digital nós vamos investir quase R$ 100 milhões”, destacou o governador Mauro Mendes.

A ideia do patrulhamento rural surgiu no ano de 2014, quando os crimes do campo, a exemplo de roubos e furtos de gados, implementos agrícolas, caminhonetes, começaram a aumentar o número de chamados para a Polícia Militar (PMMT). 

“Com esses investimentos estamos garatindo a segurança aos produtores e todas as comunidades rurais. Antes, o produtor tinha receio em plantar, investir. Agora, com a patrulha rural, ele se sente segurp, motivado de ter segurança no campo e na sua propriedade. Com veículos modernos, tecnologia de ponta e nossos policiais patrulhando essas áreas, estamos frustrando tentativas de roubo, furto, sequestros, latrocínios e recuperando cargas de grãos, defensivos agrícolas, equipamentos, gado e fertilizantes que são comercializados de forma clandestina no mercado ilegal”, afirmou o comandante-geral da PM, coronel José Jonildo de Assis.

No início, recorda o tenente-coronel PM Gleber Cândido, comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, o atendimento no campo era realizado pela Força Tática do 4º Comando Regional da PMMT.

“Começamos com um patrulhamento simples e embrionário, para depois darmos origem ao Patrulhamento Rural. Depois começamos a evoluir com o cadastramento das propriedades rurais, no qual fazemos a visita de proximidade, conversando com o produtor rural, ouvindo todas as demandas da região e após a visita, geramos um número de cadastramento da propriedade, onde é tirada a posição georreferenciada e, por fim, é afixada uma placa”, explicou Cândido.

Existem atualmente cerca de 1.600 propriedades rurais já cadastradas no 4º Comando Regional e cerca de 700 placas já fixadas. E como a tecnologia há muito tempo já chegou no campo, a maneira que o comando regional encontrou de manter estes proprietários mais próximos da Instituição foi por meio dos grupos de Whatsapp.

E na própria sede do Comando Regional, foi criado o Centro de Comando e Controle Rural que monitora 24 horas por dia e 7 dias da semana as informações repassadas pelos moradores do campo.

“Quando a gente vê as viaturas, o fardamento, o investimento, isso dá uma esperança muito grande para quem é do meio rural”, pontuou o vice-presidente da Aprosoja, Olavo Pugliesi de Castro.

Cerca de 95% das propriedades já cadastradas são de pequenos e médios produtores, sendo que a atuação dos policiais segue o calendário do agronegócio, onde em alguns períodos pode haver um possível crescimento de crimes no campo.

“Nós dividimos esse patrulhamento por quadrantes e acompanhamos o calendário do agronegócio, onde durante o vazio sanitário intensificamos o policiamento de proximidade e após o início do plantio, nós iniciamos o policiamento mais repressivo no intuito de evitar os crimes de roubo e furto nas propriedades rurais”, pontuou o tenente-coronel.

“Era bem assustador voltar para casa à noite”, recorda a produtora rural de Rondonópolis, Samantha Costa. Há sete anos Samantha vive junto com o esposo e o filho no local e já tiveram dias em que ela e a família sentiram bastante medo, principalmente pela violência ter atingido outros moradores do campo.

“Eu fiquei cinco anos sem ver uma viatura passar na porta da minha casa. Depois que veio a Patrulha Rural, eles não só passam, mas visitam a gente, o que nos dá aquela sensação de dignidade ao cidadão, sabe?”, disse Samantha.

A sensação de insegurança deu lugar ao sentimento de gratidão. Pelo menos é assim que a moradora do Sítio Estrela do Sul, Izabel Alves da Silva, se sente. “Você já imaginou morar longe de todos em um sítio e não ter segurança? Antes sentíamos medo. Hoje não, hoje nos sentimos protegidos e agradecemos muito o Governo do Estado e a Polícia Militar por este projeto”, finalizou a produtora rural.

A Patrulha Rural Georreferenciada se tornou o modelo utilizado pelo Batalhão Rural da Polícia Militar, que será lançado também nesta terça-feira (05.10), às 16h, na Praça das Bandeiras, em Cuiabá.

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